Faz tempo que eu não escrevo
poemas em folha de papel
poemas dor-de-cotovelo
com gotas de lágrima molhando o papel
faz tempo que eu não toco em fotos
reveladas na loja da rua
voltando feliz para casa
com o envelope na mão
faz tempo que eu não pego o telefone
para escutar a sua voz
faz tempo não lhe mando cartas apaixonadas
e não escuto nossa trilha sonora rodar na vitrola
Nosso amor digitalizou
não vejo sua letra
não toco em nossas fotos.
Quero tocar,beijar,lamber
sentir outra vez
o meu amor em detalhes
acreditar que ainda existe tato...
(e tem gente que acredita que o amor se acha no Google)
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Fumando mil cigarros,bebendo Coca-cola...*
Escrevendo cartas de amor
solitária como só posso ser
como Maysa cantava
ou como eu escrevi há 5 minutos.
Solitária com doses de cafeína
cama desarrumada do sonho que tive ontem
coma induzido pelo olhar do moço tatuado
na minha testa escrito "coma!"
solitária como o derradeiro cigarro
solitária como só posso ser
longe do amor
nessa cidade sem socorro
nessa cidade,eu morro
de saudade
morro.
........................................
*frase tirada da música "Por Aí",da Bárbara Eugênia.
solitária como só posso ser
como Maysa cantava
ou como eu escrevi há 5 minutos.
Solitária com doses de cafeína
cama desarrumada do sonho que tive ontem
coma induzido pelo olhar do moço tatuado
na minha testa escrito "coma!"
solitária como o derradeiro cigarro
solitária como só posso ser
longe do amor
nessa cidade sem socorro
nessa cidade,eu morro
de saudade
morro.
........................................
*frase tirada da música "Por Aí",da Bárbara Eugênia.
domingo, 22 de maio de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Morrissey e Baudelaire
Morrissey e Baudelaire
andam de mãos dadas
Morrissey e Baudelaire
se aconchegam na minha cama
Morrissey e Baudelaire
me chamam pra festa
me beijam os olhos
me acariciam a cabeça
libertam os meus sentidos
Morrissey e Baudelaire
me ensinam boas e más maneiras
Morrissey e Baudelaire
me mostram a arte do escândalo
em silêncios e suspiros
entre um verso e outro
na pele,no sangue,no sonho.
Morrissey e Baudelaire
me ensinam a morrer de amor
(e preparar um chá no dia seguinte).
andam de mãos dadas
Morrissey e Baudelaire
se aconchegam na minha cama
Morrissey e Baudelaire
me chamam pra festa
me beijam os olhos
me acariciam a cabeça
libertam os meus sentidos
Morrissey e Baudelaire
me ensinam boas e más maneiras
Morrissey e Baudelaire
me mostram a arte do escândalo
em silêncios e suspiros
entre um verso e outro
na pele,no sangue,no sonho.
Morrissey e Baudelaire
me ensinam a morrer de amor
(e preparar um chá no dia seguinte).
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Demorei,mas voltei.Poderia contar como foi minha virada de ano,o que eu prometi,o que eu tenho feito nessas primeiras semanas do ano e blá blá blá.Eu nem tenho grandes novidades.Continuo estudando alemão pela internet e pensando na vida,enquanto o carnaval não chega.
Mas eu tenho pensado demais...e não é ruim.
Penso no que foi/é importante pra mim,pra minha formação atual.Como eu cheguei até aqui,como eu me tornei Carolina,futura jornalista cultural.O que será que me aconteceu lá atrás pra que chegasse no que eu sou hoje? Esse caldeirão de influências que eu tenho,o que eu sou.
Fui uma criança de apartamento.Não brincava na rua como os meus colegas da escola,porque eu morava na avenida principal do meu bairro.Jamais aprendi a andar de bicicleta e de patins.No prédio onde morei,não tinha criança,além de mim e minha irmã.Meus pais formavam o casal mais unido do planeta.Passamos por situações financeiramente complicadas,mas eles sempre deram jeito.Ali,reinava a criatividade.Tanto pra eles quanto pra mim.
Muitos livros na estante,a maioria pertencia a meu pai.Aqueles livros me despertavam curiosidade,queria ler todos.Minha mãe comprava muitos livros infantis,muitos gibis,pra que futuramente eu passasse a ler os livros do meu pai.O rádio estava sempre ligado.Minha mãe sempre foi muito ligada a música e me apresentou boa parte do que eu conheço e adoro atualmente.A tv também estava sempre ligada.Passei a infância lendo,ouvindo música,vendo tv,escrevendo e desenhando.
Aliás,foi minha mãe que me alfabetizou.E ela me comprava cadernos e lápis e canetinhas para que eu pudesse rabiscar letras,números,desenhar.E ela me comprava instrumentos de brinquedo também,tive de tudo:piano,guitarra,bateria,gaita,flauta.Me sentia uma beatle de saias.
Eu brincava assim:inventava histórias com o nosso gato Léo,desenhava e escrevia.Fazia meus próprios gibis.Depois,subia na cama e começava a tocar minha guitarra de brinquedo.E como isso tudo foi importante pra mim.
Foi importante eu ter crescido dentro de um apartamento;ser alfabetizada pela minha mãe;não aprender a andar de bicicleta.Fui educada respirando arte e abusei da criatividade.Fui uma criança que fazia quadrinhos enquanto ouvia Beatles no rádio.Anos de mais intensa folia.
Tenho lembrado muito disso tudo,e é bom que eu lembre agora.Começar o ano me conhecendo um pouco mais e continuar seguindo.Lembrar de como eu era feliz para continuar sendo.
************************************************************
Minha mãe me deu um velho lenço seu com estampa de uma obra de Picasso.Quando criança,eu adora aquele lenço e perturbava minha mamãe para que ela me desse.Agora ela me deu.Melhor presente!
**************************************************************
Post especialmente dedicado a minha mãe,meu pai,Roberto Carlos,Caetano Veloso,Beatles,Michael Jackson,Flinstons,Os Trapalhões,Pocahontas,Cazuza,Portinari,Legião Urbana,Picasso,Maurício de Souza,TV Colosso,Rita Lee e todos os que fizeram a alegria da minha infância.Obrigada! ;)
Mas eu tenho pensado demais...e não é ruim.
Penso no que foi/é importante pra mim,pra minha formação atual.Como eu cheguei até aqui,como eu me tornei Carolina,futura jornalista cultural.O que será que me aconteceu lá atrás pra que chegasse no que eu sou hoje? Esse caldeirão de influências que eu tenho,o que eu sou.
Fui uma criança de apartamento.Não brincava na rua como os meus colegas da escola,porque eu morava na avenida principal do meu bairro.Jamais aprendi a andar de bicicleta e de patins.No prédio onde morei,não tinha criança,além de mim e minha irmã.Meus pais formavam o casal mais unido do planeta.Passamos por situações financeiramente complicadas,mas eles sempre deram jeito.Ali,reinava a criatividade.Tanto pra eles quanto pra mim.
Muitos livros na estante,a maioria pertencia a meu pai.Aqueles livros me despertavam curiosidade,queria ler todos.Minha mãe comprava muitos livros infantis,muitos gibis,pra que futuramente eu passasse a ler os livros do meu pai.O rádio estava sempre ligado.Minha mãe sempre foi muito ligada a música e me apresentou boa parte do que eu conheço e adoro atualmente.A tv também estava sempre ligada.Passei a infância lendo,ouvindo música,vendo tv,escrevendo e desenhando.
Aliás,foi minha mãe que me alfabetizou.E ela me comprava cadernos e lápis e canetinhas para que eu pudesse rabiscar letras,números,desenhar.E ela me comprava instrumentos de brinquedo também,tive de tudo:piano,guitarra,bateria,gaita,flauta.Me sentia uma beatle de saias.
Eu brincava assim:inventava histórias com o nosso gato Léo,desenhava e escrevia.Fazia meus próprios gibis.Depois,subia na cama e começava a tocar minha guitarra de brinquedo.E como isso tudo foi importante pra mim.
Foi importante eu ter crescido dentro de um apartamento;ser alfabetizada pela minha mãe;não aprender a andar de bicicleta.Fui educada respirando arte e abusei da criatividade.Fui uma criança que fazia quadrinhos enquanto ouvia Beatles no rádio.Anos de mais intensa folia.
Tenho lembrado muito disso tudo,e é bom que eu lembre agora.Começar o ano me conhecendo um pouco mais e continuar seguindo.Lembrar de como eu era feliz para continuar sendo.
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Minha mãe me deu um velho lenço seu com estampa de uma obra de Picasso.Quando criança,eu adora aquele lenço e perturbava minha mamãe para que ela me desse.Agora ela me deu.Melhor presente!
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Post especialmente dedicado a minha mãe,meu pai,Roberto Carlos,Caetano Veloso,Beatles,Michael Jackson,Flinstons,Os Trapalhões,Pocahontas,Cazuza,Portinari,Legião Urbana,Picasso,Maurício de Souza,TV Colosso,Rita Lee e todos os que fizeram a alegria da minha infância.Obrigada! ;)
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Memórias
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Carta aberta para João - II
Daí que eu me senti sozinha e com uma bomba pedindo para estourar,saí pra tomar um chopp num bar próximo daqui de casa.Observei rapazes(você sabe que eu gosto de fazer isso)dos mais variados tipos.Suas pernas,suas vozes graves,seus sorrisos contidos.Suas histórias de trepadas homéricas,contavam uns aos outros,e eu logo lembrei das tuas.Ali pousaram Tiagos,Guilhermes,Augustos,Davis e Pedros.Além do seu Almeida,o garçom.
Eu estava sentada sozinha,numa mesa do canto esquerdo do bar.Procurava neles algo que me lembrasse você.Poderia ser o olhar,o jeito de falar ou de lamber os lábios depois de um gole de chopp.Até a maneira de se levantar da cadeira ou o jeito de colocar ou de tirar a jaqueta.Qualquer gesto que me lembrasse um certo João...
Como eu havia adiantado,eu estava com uma bomba doida pra estourar aqui dentro do meu peito.Meu corpo estava mandando sinais,e eu precisava acatar suas vontades.Quem mandou,João,me deixar sozinha,revirando no colchão? Gritando seu nome no meio da madrugada,e o senhor nada de aparecer?Quem mandou,João,me deixar tão tonta,tão apaixonada?
Tão tonta e apaixonada ao ponto de me fazer procurar em outros homens qualquer coisa que me lembrasse você.
Continuei sozinha um tempinho até aparecer um rapaz moreno e com ar decidido.Logo que ele entrou no bar,virei meus olhos instantaneamente pra ele.Notei que tinha mãos grandes e um olhar seco.As pernas eram longas e pareciam torneadas por partidas de futebol.Sim,eu consegui enxergar isso mesmo ele vestindo calça comprida jeans,que não era muito apertada.Só um pouco na parte das coxas,que já dava uma noção.
Depois de pedir seu chopp,seus olhos castanhos e frios pousaram em mim.Trocamos longos olhares até que ele se aproximou.Conversamos um pouco,pagamos as bebidas e saímos.Ainda posso sentir o peso da mão dele em meu ombro.Até então ele em nada lembrava você.Eu até estava gostando.Perdoe a sinceridade,João.Mas precisamos dela,lembra?
Ele me atraia de uma maneira vulgar,não tive como dizer não.Um simples toque de sua mão em meu ombro já fez meu corpo responder energicamente.Daí para as duas mãos dele passearem por todo meu corpo foi um pulo.M.soube como fazer.Sim,M.,vou chamá-lo assim nessa carta.O M. me fez esquecer um tal João por algum tempo.Trepamos sem qualquer culpa.Aliás,sou difícil com culpa,você sabe.Peço desculpas geralmente sem muita convicção.
Depois do orgasmo final,ele me beijou e se levantou .Conversamos enquanto ele se vestia.Não estava com muita pressa.Antes de ir,me beijou novamente.Percebi nele algo que estava em mim.Uma busca,uma bomba no peito querendo explodir.Vi que o olhar antes seco estava tristonho.Depois do beijo ele ficou me olhando,e vi que ele estava no mesmo barco que eu.Pude ver isso nitidamente no seu rosto,do mesmo jeito que ele,com certeza,viu no meu.Sorrimos um para o outro um sorriso cúmplice e solidário,como quem diz "sei bem o que sente".
Imagino que,neste exato momento,ele escreve uma carta para a mulher que ele ama,e que está longe.Tão longe quanto você está de mim agora,João.
E M. que em nada se parecia contigo,nem nos gestos nem nada,me fez lembrar do amor que sinto.Ele me lembrou do amor que é só teu,João.
Te espero sempre,não esqueça.Você não esquece...
Com amor,
Carol.
Eu estava sentada sozinha,numa mesa do canto esquerdo do bar.Procurava neles algo que me lembrasse você.Poderia ser o olhar,o jeito de falar ou de lamber os lábios depois de um gole de chopp.Até a maneira de se levantar da cadeira ou o jeito de colocar ou de tirar a jaqueta.Qualquer gesto que me lembrasse um certo João...
Como eu havia adiantado,eu estava com uma bomba doida pra estourar aqui dentro do meu peito.Meu corpo estava mandando sinais,e eu precisava acatar suas vontades.Quem mandou,João,me deixar sozinha,revirando no colchão? Gritando seu nome no meio da madrugada,e o senhor nada de aparecer?Quem mandou,João,me deixar tão tonta,tão apaixonada?
Tão tonta e apaixonada ao ponto de me fazer procurar em outros homens qualquer coisa que me lembrasse você.
Continuei sozinha um tempinho até aparecer um rapaz moreno e com ar decidido.Logo que ele entrou no bar,virei meus olhos instantaneamente pra ele.Notei que tinha mãos grandes e um olhar seco.As pernas eram longas e pareciam torneadas por partidas de futebol.Sim,eu consegui enxergar isso mesmo ele vestindo calça comprida jeans,que não era muito apertada.Só um pouco na parte das coxas,que já dava uma noção.
Depois de pedir seu chopp,seus olhos castanhos e frios pousaram em mim.Trocamos longos olhares até que ele se aproximou.Conversamos um pouco,pagamos as bebidas e saímos.Ainda posso sentir o peso da mão dele em meu ombro.Até então ele em nada lembrava você.Eu até estava gostando.Perdoe a sinceridade,João.Mas precisamos dela,lembra?
Ele me atraia de uma maneira vulgar,não tive como dizer não.Um simples toque de sua mão em meu ombro já fez meu corpo responder energicamente.Daí para as duas mãos dele passearem por todo meu corpo foi um pulo.M.soube como fazer.Sim,M.,vou chamá-lo assim nessa carta.O M. me fez esquecer um tal João por algum tempo.Trepamos sem qualquer culpa.Aliás,sou difícil com culpa,você sabe.Peço desculpas geralmente sem muita convicção.
Depois do orgasmo final,ele me beijou e se levantou .Conversamos enquanto ele se vestia.Não estava com muita pressa.Antes de ir,me beijou novamente.Percebi nele algo que estava em mim.Uma busca,uma bomba no peito querendo explodir.Vi que o olhar antes seco estava tristonho.Depois do beijo ele ficou me olhando,e vi que ele estava no mesmo barco que eu.Pude ver isso nitidamente no seu rosto,do mesmo jeito que ele,com certeza,viu no meu.Sorrimos um para o outro um sorriso cúmplice e solidário,como quem diz "sei bem o que sente".
Imagino que,neste exato momento,ele escreve uma carta para a mulher que ele ama,e que está longe.Tão longe quanto você está de mim agora,João.
E M. que em nada se parecia contigo,nem nos gestos nem nada,me fez lembrar do amor que sinto.Ele me lembrou do amor que é só teu,João.
Te espero sempre,não esqueça.Você não esquece...
Com amor,
Carol.
domingo, 7 de novembro de 2010
Amor.Quero amor no sentido mais intenso da palavra.Aquele amor atrevido,abusado,folgado feito gato.Aquele mesmo que chega de mansinho,sem que se consiga escutar seus passos.Amor que acaricia e que arranha.Que beija e que morde.Amor que cura e que arde.Que me tire o medo de voar,que me faça entender e sentir de verdade todas as letras de amor.Amor Chico Buarque,amor Roberto Carlos,amor Bethania,amor JP Cuenca.Amor que me faça gozar de todos os prazeres do mundo.Orgasmos múltiplos,olhos revirados,coração pulando,suor,saliva,mãos dadas,parceria,olhares cúmplices.
Quero amor,esse silêncio que grita.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Os homens.Os homens são sempre essas crianças birrentas,que teimam em não crescer.Os homens brincam e clamam por atenção.Há um conforto aparente no ser homem,o poder que lhes é permitido que parece nunca acabar.Eles se guardam mais do que as mulheres.Eles se escondem mais do que as mulheres.Eles tem medo do amor-sentimentozinho terrível,eles pensam.
O amor lhes chega sorrateiramente,e depois castiga,maltrata.Um peso no peito muito maior do que eles podem suportar.Uma criança se desespera quando perde seu responsável de vista em meio a multidão.O homem não suporta ficar sem sua amada.Ele corre pela rua,desesperado,gritando o nome dela.Ele chora e se joga no chão e tem medo.O homem é frágil como vidro.Ambos cortam,fazem sangrar.Mas quebram com uma facilidade espantosa.O homem e sua fragilidade escondida.Ele se guarda mais que a mulher.
O amor lhes chega sorrateiramente,e depois castiga,maltrata.Um peso no peito muito maior do que eles podem suportar.Uma criança se desespera quando perde seu responsável de vista em meio a multidão.O homem não suporta ficar sem sua amada.Ele corre pela rua,desesperado,gritando o nome dela.Ele chora e se joga no chão e tem medo.O homem é frágil como vidro.Ambos cortam,fazem sangrar.Mas quebram com uma facilidade espantosa.O homem e sua fragilidade escondida.Ele se guarda mais que a mulher.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
(Falta de )Inspiração é foda:a filha da mãe só aparece quando bem entende.Nunca me deu satisfação de nada,e fica vagabundeando por aí até se fixar na minha cabeça.Culpa dele,eu poderia dizer.Mas não digo.Eu já lhe jogo nas costas as minhas noites sem sono,meu vício em café crescendo consideravelmente,meus delírios e minhas crises de riso e choro.É,acho que já chega.Pois acabo de adotar uma linda gatinha,e ela tem roubado minha atenção.Por que não botar culpa nela,ele poderia dizer.Mas não diz.Me beija e se vai.Eu que me resolva com minhas noites sem sono e blá blá blá.Quem manda brincar com fogo?!
sábado, 6 de março de 2010
Carta a João*
Rio de Janeiro,6 de março de 2010
João,
Tenho pensado muito ultimamente.Mais do que se recomenda.Chove demais aqui no suburbio depois de muito tempo vivendo no calor,aquele sol que castigava.Nunca gostei muito de sol.Quer dizer,gosto de sol sim...no inverno.Sempre preferi o sol de inverno.Ele toca suave na pele,quase como seda.
Sabe,João,eu adoro escrever cartas,mas nunca sei como começar.E nunca soube começar nada.O amor tem me invadido tanto,e eu não sei como começar.Não sei falar,João.Tenho muita coisa para dar,meu coração transborda e inunda meus dias de solidão ouvindo as canções de Erik Satie.Desejando muito estar num lugar bem quentinho,e lá fora muito frio.Gostaria de começar a caminhar até você.
João,percebe minha enrolação nessa carta?Me perdoa,João.Quanto mais eu amo,menos sei começar alguma coisa.Queria muito te falar das ruas de Madureira.Andam cheias como sempre.Mas elas te pegam tanto quanto as de Copacabana.Madureira é sempre cheia de tudo,assim como Copacabana.Assim como eu e você.Ai,João,me ensina a dizer.
Chove na cidade,mais ainda no subúrbio.Me alivia o som da água caindo,e o ventinho frio que entra pela janela.João...amo seu nome numa intensidade absurda.João.Forte e sonoro João.Esse ão,digo em suspiro.Joããão................
Perdoa a timidez dessa carta,João.E,por favor,me ensina a falar.
Com amor,
Carolina.
............................................................................
*não é o João gêmeo do texto anterior,é outro,de carne e osso.
João,
Tenho pensado muito ultimamente.Mais do que se recomenda.Chove demais aqui no suburbio depois de muito tempo vivendo no calor,aquele sol que castigava.Nunca gostei muito de sol.Quer dizer,gosto de sol sim...no inverno.Sempre preferi o sol de inverno.Ele toca suave na pele,quase como seda.
Sabe,João,eu adoro escrever cartas,mas nunca sei como começar.E nunca soube começar nada.O amor tem me invadido tanto,e eu não sei como começar.Não sei falar,João.Tenho muita coisa para dar,meu coração transborda e inunda meus dias de solidão ouvindo as canções de Erik Satie.Desejando muito estar num lugar bem quentinho,e lá fora muito frio.Gostaria de começar a caminhar até você.
João,percebe minha enrolação nessa carta?Me perdoa,João.Quanto mais eu amo,menos sei começar alguma coisa.Queria muito te falar das ruas de Madureira.Andam cheias como sempre.Mas elas te pegam tanto quanto as de Copacabana.Madureira é sempre cheia de tudo,assim como Copacabana.Assim como eu e você.Ai,João,me ensina a dizer.
Chove na cidade,mais ainda no subúrbio.Me alivia o som da água caindo,e o ventinho frio que entra pela janela.João...amo seu nome numa intensidade absurda.João.Forte e sonoro João.Esse ão,digo em suspiro.Joããão................
Perdoa a timidez dessa carta,João.E,por favor,me ensina a falar.
Com amor,
Carolina.
............................................................................
*não é o João gêmeo do texto anterior,é outro,de carne e osso.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Um lugar no Paraíso
Meia hora depois do jantar servido,já pensava em nós dois a longo prazo.Pensava em lhe servir o melhor vinho tinto de Portugal.Iria eu arrumar o quarto,perfumar levemente a cama.Queria lhe fazer caber no meu colo,e lhe ajustar ao meu corpo.Mas você nunca me deu mole.Nem nos meus melhores sonhos eu pude ter você.Nunca me chamou no msn,nem um feliz aniversário pelo orkut.Nem na internet pude sentir um gostinho de você,ainda que meramente virtual.
Menino,escute:o amor te espera bem na esquina.Europa,América do Sul,pouco importa.O que mais quero no momento é encostar tua cabeça nas minhas pernas e lhe massagear os cabelos;cantar baixinho sua música preferida da Joni Mitchell;lhe deixar falar dos feitos gloriosos do Flamengo e me divertir;te ver adormecer feito uma criança exausta depois de brincar o dia todo.Quero deixar cair sobre você todo o amor do mundo,o mais puro.Velar teu sono e segurar a tua mão,até meus olhos se fecharem.E poder garantir para nós dois um pedacinho do céu.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
domingo, 13 de dezembro de 2009
Antes tarde do que nunca,né não?!?
Esse ano foi do Rio de Janeiro,sem sombra de dúvidas.Como se já não bastasse a cidade ter sido eleita sede dos jogos olímpicos de 2016,os times cariocas ainda passaram um trator nesse Campeonato Brasileiro,pra mim,o maior,o melhor.
Você,meu caro paulista,deve pensar:trator?onde?dois times beirando o rebaixamento e blá blá blá tititi yada yada.
Eu,enquanto flamenguista,lhe direi:não é pra qualquer um ter 99,9% de chance de descer pra segundona,e ainda sim,lutar bravamente até o fim e conseguir um feito que eu não me lembro de ter visto um time conseguir antes o tal milagre.A campanha do Fluminense foi das mais lindas e eu já vi nesses meus rubro-negros 21 anos.O Botafogo não foi tão bem,mas conseguiu se salvar,livrando a torcida da dor de ver o próprio time rebaixado.
E o meu Flamengo...ahhhhh o meu Mengão.Acho que nem preciso dizer nada.Tudo já foi dito.Ou não,nem tudo.O coração ainda vem até a boca quando me lembro da agonia,da ansiedade,da alegria,da paixão,do gozo que eu senti vendo o meu time campeão.Foram 17 anos de espera,bróder.Tortura.Para o Flamengo e para os outros times cariocas,visto que nos últimos anos só deu time de São Paulo.
Sem essa coisa de bairrismo,mas eu mesma já ouvi muita piadinha vindo de alguns paulistas.O que é até natural.Mas o povo de cá já tava é de saco cheio!E a rivalidade Rio-São Paulo existe,fato.Ainda mais no futebol.É meio Brasil-Argentina,saca?
Bom,agora a cariocada aqui respira esse finzinho de ano aliviada.De boa,na paz,porque tem uma turma em Sampa que eu gosto muito e eles entendem a parada.Agora é nossa vez.
E que paulistas (e agora os gaúchos também)me perdoem,mas ser carioca é fundamental.Agora é nós,mermão!!!
*********************************************************************
post um tanto tardio,eu sei,mas é q andei meio chapada com vitória do Mengão,sem condição emocional de postar aqui...
sem palavras até agora.
xD
Você,meu caro paulista,deve pensar:trator?onde?dois times beirando o rebaixamento e blá blá blá tititi yada yada.
Eu,enquanto flamenguista,lhe direi:não é pra qualquer um ter 99,9% de chance de descer pra segundona,e ainda sim,lutar bravamente até o fim e conseguir um feito que eu não me lembro de ter visto um time conseguir antes o tal milagre.A campanha do Fluminense foi das mais lindas e eu já vi nesses meus rubro-negros 21 anos.O Botafogo não foi tão bem,mas conseguiu se salvar,livrando a torcida da dor de ver o próprio time rebaixado.
E o meu Flamengo...ahhhhh o meu Mengão.Acho que nem preciso dizer nada.Tudo já foi dito.Ou não,nem tudo.O coração ainda vem até a boca quando me lembro da agonia,da ansiedade,da alegria,da paixão,do gozo que eu senti vendo o meu time campeão.Foram 17 anos de espera,bróder.Tortura.Para o Flamengo e para os outros times cariocas,visto que nos últimos anos só deu time de São Paulo.
Sem essa coisa de bairrismo,mas eu mesma já ouvi muita piadinha vindo de alguns paulistas.O que é até natural.Mas o povo de cá já tava é de saco cheio!E a rivalidade Rio-São Paulo existe,fato.Ainda mais no futebol.É meio Brasil-Argentina,saca?
Bom,agora a cariocada aqui respira esse finzinho de ano aliviada.De boa,na paz,porque tem uma turma em Sampa que eu gosto muito e eles entendem a parada.Agora é nossa vez.
E que paulistas (e agora os gaúchos também)me perdoem,mas ser carioca é fundamental.Agora é nós,mermão!!!
*********************************************************************
post um tanto tardio,eu sei,mas é q andei meio chapada com vitória do Mengão,sem condição emocional de postar aqui...
sem palavras até agora.
xD
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Será?
"lá vem,lá vem,lá vem de novo
acho que estou gostando de alguém(...)"
(Legião Urbana)
Coração batendo um pouco mais forte que de costume.E o carinha me faz sonhar acordada.Me pergunto:estarei eu,Carolina Luisa,21 anos e nenhum puto no bolso,apaixonada?
Me pergunto porque já tive dois alarmes falsos.Pensei estar apaixonada duas vezes,e só depois que percebi que nem era paixão.Era empolgação,identificação com os sujeitos.Quando acabou-se o que era doce,nem senti.Mesmo.Agora esse...hmmm não sei.Pode ser e pode não ser.Meu coração tá batendo tão depressa...
Nesse momento chove a beça.Minha irmã resolveu passar a noite acordada.Meu sono já está chegando.Rádio tocando "Rocket Man" com Elton John.Meu coração batendo muito depressa...
acho que estou gostando de alguém(...)"
(Legião Urbana)
Coração batendo um pouco mais forte que de costume.E o carinha me faz sonhar acordada.Me pergunto:estarei eu,Carolina Luisa,21 anos e nenhum puto no bolso,apaixonada?
Me pergunto porque já tive dois alarmes falsos.Pensei estar apaixonada duas vezes,e só depois que percebi que nem era paixão.Era empolgação,identificação com os sujeitos.Quando acabou-se o que era doce,nem senti.Mesmo.Agora esse...hmmm não sei.Pode ser e pode não ser.Meu coração tá batendo tão depressa...
Nesse momento chove a beça.Minha irmã resolveu passar a noite acordada.Meu sono já está chegando.Rádio tocando "Rocket Man" com Elton John.Meu coração batendo muito depressa...
domingo, 3 de maio de 2009
"Agindo certo sem querer
foi só o tempo que errou
vai ser difícil sem você
porque você está comigo o tempo todo
E quando eu vejo o mar
existe algo que diz
que a vida continua
e se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui
o que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz,ao menos
lembrar que o plano era ficarmos bem..."
Vai com Deus,paizinho.Te amo pra sempre!!!;)
foi só o tempo que errou
vai ser difícil sem você
porque você está comigo o tempo todo
E quando eu vejo o mar
existe algo que diz
que a vida continua
e se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui
o que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz,ao menos
lembrar que o plano era ficarmos bem..."
Vai com Deus,paizinho.Te amo pra sempre!!!;)
quarta-feira, 18 de março de 2009
Os Toques ou Carta a Madonna
Era ainda tempo de toques.Eu não sabia o gosto que tinha,nem o cheiro.Mas sempre soube que gostava.Naquelas horas,era a mão direita.E eu suava tanto.Olhava o teto e via estrelas.Depois fechava os olhos.O sangue me corria quente,fervendo,era razão da minha febre insistente.Na noite anterior tinha lido Cassandra Rios,e me imaginei musa de suas linhas pintadas de rubro.Na minha cabeça reinavam os poetas,os mais lindos em sua poesia.E meu corpo foi todo instrumento de mim mesma.Não tinha nem noção de outro em cima,até então.Eu não precisava no momento.Só sei que eu levantava molhada da cama.Só sei que eu sentia fome,muita fome.E sei das estrelas que eu vi sozinha,só tocando esse instrumento no profundo,no íntimo.Nem precisava de meninos.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Um Blues
Um blues se faz de sangue
alma carne
do material do jazz
com um pouco mais de lágrima.
Um blues se faz da luz
vermelha de um cabaré
de um lençol de algodão vagabundo
num quarto de motel barato.
Blues gosta de palavras como
vagabundo
dor
estrada
Blues gosta de wisky
de vodca
e um licorzinho,pra variar.
Um blues se faz de beijos
de toques
ele gosta do sexo
e do amor fora de romances
porque românticos não sabem amar
eles não conhecem a dor
que o blues conhece tão bem.
Um blues se faz na estrada
é a chegada e a partida
do amor que é de ninguém.
alma carne
do material do jazz
com um pouco mais de lágrima.
Um blues se faz da luz
vermelha de um cabaré
de um lençol de algodão vagabundo
num quarto de motel barato.
Blues gosta de palavras como
vagabundo
dor
estrada
Blues gosta de wisky
de vodca
e um licorzinho,pra variar.
Um blues se faz de beijos
de toques
ele gosta do sexo
e do amor fora de romances
porque românticos não sabem amar
eles não conhecem a dor
que o blues conhece tão bem.
Um blues se faz na estrada
é a chegada e a partida
do amor que é de ninguém.
domingo, 15 de março de 2009
The life is just one
De verdade,eu tenho poucos arrependimentos nesses meus 20 anos de estrada.São poucos,mas pesamE esses arrependimentos foram causados pela minha terrível timidez,que eu chamo carinhosamente de "vergonha cristã".Não que eu fosse religiosa.Mas a referencia de minha família católica sempre esteve presente de alguma forma.E,ah,como eu me arrependo.
Me arrependo de não ter chegado no Alexandre e dito que o queria mais que tudo;de não ter perdido a virgindade aos 14 anos com Daniel,meu grande amor na época;de não ter beijado a Ingrid;de não ter passado um fim de semana na casa do Bruno.
Me arrependo dos amores que eu evitei,e das aventuras que eu perdi.Mas eu ainda tenho 20 anos.Ainda posso me redimir.Será?Não sei...talvez se eu tentar.Não existe 7 vidas para o ser humano.Mas 7 horas para mudar tudo.Uma vida na garrafa e você tem a oportunidade de tomar tudo num gole só.
Eu juro:não vou desperdiçar.Se eu sou toda amor,hei de entornar minha garrafa todinha no gargalo,e partir com a certeza de que não deixei nenhuma gota.
Me arrependo de não ter chegado no Alexandre e dito que o queria mais que tudo;de não ter perdido a virgindade aos 14 anos com Daniel,meu grande amor na época;de não ter beijado a Ingrid;de não ter passado um fim de semana na casa do Bruno.
Me arrependo dos amores que eu evitei,e das aventuras que eu perdi.Mas eu ainda tenho 20 anos.Ainda posso me redimir.Será?Não sei...talvez se eu tentar.Não existe 7 vidas para o ser humano.Mas 7 horas para mudar tudo.Uma vida na garrafa e você tem a oportunidade de tomar tudo num gole só.
Eu juro:não vou desperdiçar.Se eu sou toda amor,hei de entornar minha garrafa todinha no gargalo,e partir com a certeza de que não deixei nenhuma gota.
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