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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Demorei,mas voltei.Poderia contar como foi minha virada de ano,o que eu prometi,o que eu tenho feito nessas primeiras semanas do ano e blá blá blá.Eu nem tenho grandes novidades.Continuo estudando alemão pela internet e pensando na vida,enquanto o carnaval não chega.

Mas eu tenho pensado demais...e não é ruim.

Penso no que foi/é importante pra mim,pra minha formação atual.Como eu cheguei até aqui,como eu me tornei Carolina,futura jornalista cultural.O que será que me aconteceu lá atrás pra que chegasse no que eu sou hoje? Esse caldeirão de influências que eu tenho,o que eu sou.

Fui uma criança de apartamento.Não brincava na rua como os meus colegas da escola,porque eu morava na avenida principal do meu bairro.Jamais aprendi a andar de bicicleta e de patins.No prédio onde morei,não tinha criança,além de mim e minha irmã.Meus pais formavam o casal mais unido do planeta.Passamos por situações financeiramente complicadas,mas eles sempre deram jeito.Ali,reinava a criatividade.Tanto pra eles quanto pra mim.

Muitos livros na estante,a maioria pertencia a meu pai.Aqueles livros me despertavam curiosidade,queria ler todos.Minha mãe comprava muitos livros infantis,muitos gibis,pra que futuramente eu passasse a ler os livros do meu pai.O rádio estava sempre ligado.Minha mãe sempre foi muito ligada a música e me apresentou boa parte do que eu conheço e adoro atualmente.A tv também estava sempre ligada.Passei a infância lendo,ouvindo música,vendo tv,escrevendo e desenhando.
Aliás,foi minha mãe que me alfabetizou.E ela me comprava cadernos e lápis e canetinhas para que eu pudesse rabiscar letras,números,desenhar.E ela me comprava instrumentos de brinquedo também,tive de tudo:piano,guitarra,bateria,gaita,flauta.Me sentia uma beatle de saias.

Eu brincava assim:inventava histórias com o nosso gato Léo,desenhava e escrevia.Fazia meus próprios gibis.Depois,subia na cama e começava a tocar minha guitarra de brinquedo.E como isso tudo foi importante pra mim.

Foi importante eu ter crescido dentro de um apartamento;ser alfabetizada pela minha mãe;não aprender a andar de bicicleta.Fui educada respirando arte e abusei da criatividade.Fui uma criança que fazia quadrinhos enquanto ouvia Beatles no rádio.Anos de mais intensa folia.

Tenho lembrado muito disso tudo,e é bom que eu lembre agora.Começar o ano me conhecendo um pouco mais e continuar seguindo.Lembrar de como eu era feliz para continuar sendo.
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Minha mãe me deu um velho lenço seu com estampa de uma obra de Picasso.Quando criança,eu adora aquele lenço e perturbava minha mamãe para que ela me desse.Agora ela me deu.Melhor presente!

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Post especialmente dedicado a minha mãe,meu pai,Roberto Carlos,Caetano Veloso,Beatles,Michael Jackson,Flinstons,Os Trapalhões,Pocahontas,Cazuza,Portinari,Legião Urbana,Picasso,Maurício de Souza,TV Colosso,Rita Lee e todos os que fizeram a alegria da minha infância.Obrigada! ;)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Olha o 2010 indo,olha o 2011 vindo

Aeeeee,mais um ano que se acaba.Eu adoro isso,é renovação.Pelo menos pra mim,que nesse instante toma um vinho na tentativa de apressar o sono.Tá,qualquer motivo me vale pra tomar vinho.A verdade é que não preciso de motivos pra me jogar no vinho tinto.Mas não é sobre isso que quero escrever.

Bueno,esse tal de 2010 foi caótico.Entrei na faculdade,me mudei pela décima vez,fiz um blog sobre música,me apaixonei,me desapaixonei,fiz amigos queridos,ri pra cacete,chorei pra cacete,escrevi muito,publiquei pouco,crises nervosas,descoberta dos meus orixás,crescimento do vício em café,crise financeira,alemão pela internet,poucos poemas e muita prosa regada a vinho.Nesse fim de ano,solidão.Eu e meu notebook(sim,eu ganhei um no meio desse ano),virando noites.

O Rio esteve um caos,e minha cabeça pirou.Favelas invadidas,e aquele desgraçado me invadiu a vida.Nesse ano não fui responsável por mim.Desaprendi a dormir.Nem chá,nem maracujá.O vinho.

Queria desejar feliz ano novo,mas acho que não sei mais como fazer.Vinho,minha resposta pra tudo.Saúde pra nós.Saúde e amor,que tem a cor do vinho.Saúde,amor e paz,que tem a cor da minha blusa com estampa da Iemanjá.

Que venha 2011,esse cheirinho de bêbê no ar...

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Eu,Carolina Luisa,P-R-O-M-E-T-O escrever mais aqui,meu espacinho amadinho mas tão abandonadinho;

Cantar e dançar mais!

E o hino das redes sociais???????
"eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar(nem que seja só com 140 caracteres)"
ai,ai Roberto...LOVIÚ!!!!!!!!!!

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Beeeeeeeijos,amores!!!!!!!ótimo 2011 pra todos nós!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

De volta pra casa

Nham nham nham é...Voltei.

Depois desse longo hiato,resolvi aparecer por aqui e colocar meus dedos vagabundos pra trabalhar.Fiz muita coisa nesses dias,carraguei peso e tudo.Me mudei pra minha antiga casa e,olha,é bem melhor aqui do que na outra.

Nos mudamos pra tal casa nova-atualmente-velha por olho grande,era tudo maior:sala,quarto,cozinha e duas áreas pra minha irmã brincar.Éramos quatro e a casa de fato era atraente.Mas foi uma dificuldade pra religar a luz.O antigo inquilino deu um pequeno calote na Light,deixando a conta pro próximo que naquela casa morasse.Meu pai entrou com o pedido de isenção da dívida,e a "querida" Light só exigia documentos e mais documentos.putaquepariu!

Ok.Luz religada.Nos mudamos.Ficamos uns três meses,e minha irmã nem ligou muito pras áreas.Meu pai faleceu nesse dia 1 de maio,e resolvemos eu e minha mãe voltar pro nosso antigo lar.Era onde meu pai gostava meeeesmo.E minha irmã se diverte mais na área daqui do que na área de lá.Acho que as coisas já estão se ajeitando.Depois de emagrecer muito com tudo que aconteceu,estou voltando a pegar corpo.Ainda bem,porque de magrela já bastam as modelos.O mundo precisa de mais saúde.Eu também.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

É assim que é...

Vazio agudo
ando meio
cheio de tudo

Leminski


Minha vida é assim:andar pelos becos do subúrbio,cheirar fumaça que sai do ônibus 298,estudar espanhol,estudar ele,me estudar e não aprender porra nenhuma-de mim e dele.

Não tomo um sorvete decente desde os 16 anos,e ele me explica as maravilhas da física.Meus pais têm pouca grana e muita conta.Minha cabeça dói como sempre.A rua insiste no cinza,e as nuvens insistem em chover(enquanto continuo a esquecer o gurda-chuva).

sexta-feira, 27 de março de 2009

Super Pop

Nove horas da manhã,e eu fazendo compras no supermercado.Não reclamo,eu gosto.Adoro escolher,ficar ali um tempo analisando preço,data de fabricação.Vou feliz da vida com minha bolsa ecologicamente correta.Não,eu não uso aquelas sacolas de plástico do supermercado que eu acho um ó.Eu não tenho habilidade nenhuma para desgrudar aqueles trecos,para colocar os produtos lá dentro.Só uso uma sacola dessas para ajudar a embalar congelados.

Bom,minhas caminhadas pelos corredores de um mercado são quase sempre muito agradáveis.Principalmente quando eu passo na seção de doces e vejo aqueles chocolates todos me dando o maior mole.Na parte de bebidas,as garrafas de vodca sempre piscam pra mim.E os produtos de benho? Adoro sabonete,shampoo,condicionador e mais os creminhos de massagem para os meus amados cachos...esses produtos me paqueram tanto.Mas até que eu sei me controlar legal.

Quase nada em supermercado me incomoda.Eu disse QUASE.Odeio as filas dos caixas,e tem umas minas de caixa que são bem lentas.Mais irritante que isso,crianças correndo de um lado pro outro como se mercado fosse um parque.Ah,pelamor.

Aí eu pergunto:cadê os pais? Quando eu era criança,ficava grudada na minha mãe.Não corria de um lado para o outro,e se eu fizesse isso,meu ouvido iria arder.Isso sem contar que foram raras as vezes que minha mãe me levou no mercado com ela.Pô,não é lugar de criança,né.Até porque criança quer tudo.É uma tortura tanto para os pais quanto para ela.Eu não ficava pedindo,mas aqui dentro de mim eu queria todos os chocolates do estabelecimento.

E parece que no supermercado,só tem crianças do tipo imperativa-um nome mais leve para pestinha.Me irrita pacas.Principalmente porque eu não era assim.Minha mãe não me deixou ser assim.E vou fazer de tudo para que meus filhos não sejam assim.

No mais,muito agradável ir ao mercado.Muito agradável poder escolher.Ai,ai a democracia nas compras...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Lembrança(Saudade que faz Retornar)

De manhã bem cedo,pegou o carro e rumou a Petrópolis,sua cidade do coração.Queria ficar com a avó,que,com o falecimento do marido,estava sozinha na casa florida.Esperava a chegada do neto querido.Ele guiava seu carro muito atentamente.Mas pensava muito naquele jardinzinho na entrada,e aquele cheiro de bolo de cenoura fresquinho.Mesmo ainda distantes,eram unidos pelos ventos frescos da saudade.

Ele pensava o tempo todo na coleção de discos de jazz do falecido avô.Quanta saudade.Lembrava dos seus 11 anos na casa dos avós.Enquanto sua irmã e seus primos brincavam pelo jardim dos fundos,ele era guiado pela voz de Ella Fitzgerald,a preferida do avô.Logo se tornaria a preferida dele também.

E aquele frio mambembe de Petrópolis...que agradável!Precisava sair do Rio,queria usar os casacos dados pela a avó.E ouvir a presença do avô naqueles discos de jazz.A falta lhe pesava os ombros e lhe roubava os dias no apartamento.

(...)

Chegando ao seu destino,enfim.Abraçou a avó no portão,e foi entrando lentamente.Quis sentir o perfume de cada flor naquele pequeno jardim da entrada.Chegou à sala,sentou-se no sofá.Fez um movimento com a mão esquerda no cabelo que fez a avó lembrar do saudoso marido.Ela sorriu.Avó e neto se olhavam profundamente,dividindo todas as lembranças.Ela perguntou se o neto queria um pedaço de bolo de cenoura que ela acabara de fazer.Ele fez que sim com a cabeça e sorriu.

Por 15 segundos o silêncio foi prova de amor total à saudade que faz retornar.

domingo, 15 de março de 2009

The life is just one

De verdade,eu tenho poucos arrependimentos nesses meus 20 anos de estrada.São poucos,mas pesamE esses arrependimentos foram causados pela minha terrível timidez,que eu chamo carinhosamente de "vergonha cristã".Não que eu fosse religiosa.Mas a referencia de minha família católica sempre esteve presente de alguma forma.E,ah,como eu me arrependo.

Me arrependo de não ter chegado no Alexandre e dito que o queria mais que tudo;de não ter perdido a virgindade aos 14 anos com Daniel,meu grande amor na época;de não ter beijado a Ingrid;de não ter passado um fim de semana na casa do Bruno.

Me arrependo dos amores que eu evitei,e das aventuras que eu perdi.Mas eu ainda tenho 20 anos.Ainda posso me redimir.Será?Não sei...talvez se eu tentar.Não existe 7 vidas para o ser humano.Mas 7 horas para mudar tudo.Uma vida na garrafa e você tem a oportunidade de tomar tudo num gole só.

Eu juro:não vou desperdiçar.Se eu sou toda amor,hei de entornar minha garrafa todinha no gargalo,e partir com a certeza de que não deixei nenhuma gota.

terça-feira, 10 de março de 2009

Infância Paulista

Quando eu era criança,eu vivia no meu quarto sozinha com meus bichos de pelúcia,meus gibis,meus diários.Morando num apartamento numa avenida movimentada no subúrbio do Rio de Janeiro,respirando a fumaça que vinha dos carros.O bairro era Madureira.E eu só via concreto.Achava engraçado quando se falava em Rio de Janeiro na tv.Só mostrava praia e aquelas ruas cheias de árvores e praças bonitas.Era um Rio azul,diferente do que eu via na real,tudo cinza.

Meus pais nunca gostaram muito de praia.Não me levavam,e eu também não pedia pra ir.não tinha curiosidade com o mar,diferente dos meus colegas de escola.Aliás,eu era a única que não sabia andar de bicicleta e nem de patins.Minha diversão era desenhar e escrever e ler Turma da Mônica.E também ir ao Centro da cidade com meu pai.

Adorava quando meu pai me levava até o Centro.Sempre gostei daqueles prédios altos-ainda que eu morra de medo de altura.Ficar contemplando aqueles edifícios...como era bom.E sentar na escada do Theatro Municipal para comer pastel ou algum doce de chocolate que eu fazia meu pai comprar.E ele sempre contando histórias de quando era jovem e trabalhava por ali.Eu achava tudo isso melhor que qualquer parque ou praia.

Voltava pra casa feliz,e cheia de histórias pra colocar no papel.Histórias sempre ilustradas.Gostava de usar a cor cinza e desenhar os prédios do Centro.Porque pra mim o Rio era muito mais São Paulo no Centro e em Madureira.O Rio era cinza.Era o Rio de minha infância,e continuava lindo...