-As coisas no seu devido lugar.
Olhando os livros na estante,começo a contar quantos são de poesia.Deixei o netebook carregando sobre a mesa,e o bule com água pra fazer um chá em fogo brando.Ouço tiros que parecem vir de armas pesadas.Aquelas coisas todas que falam na tv em relação a violência,tudo teoria.Meu pai sempre dizia isso,e agora sou eu.Aliás,a cada dia que passa,desde o falecimento de meu pai,noto grandes semelhanças de comportamento entre nós dois.A mania de ver televisão e não prestar muita atenção nos programas,exceto os jornalísticos.Aí eu digo:tudo teoria!Também herdei de meu pai o zanzar pela cozinha procurando algo,e voltando pra sala ou pro quarto sem pegar nada.Mas dessa vez eu tenho o chá.
4,5,6,7 com o do Ferreira Gullar...
Por que ele não aparece mais no msn?A minha agonia cresce toda vez que entro no msn e vejo que ele está off.Queria xingar o time do Flamengo pela última derrota,mas cade ele pra me acompanhar?Tenho que parar com essa minha ansiedade ou eu vou a falência por conta dessas barras de chocolate na geladeira.Ah,os bandidos sossegaram um pouco.Será que agora posso ir lá fora apagar a luz?
(...)
domingo, 8 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Os homens.Os homens são sempre essas crianças birrentas,que teimam em não crescer.Os homens brincam e clamam por atenção.Há um conforto aparente no ser homem,o poder que lhes é permitido que parece nunca acabar.Eles se guardam mais do que as mulheres.Eles se escondem mais do que as mulheres.Eles tem medo do amor-sentimentozinho terrível,eles pensam.
O amor lhes chega sorrateiramente,e depois castiga,maltrata.Um peso no peito muito maior do que eles podem suportar.Uma criança se desespera quando perde seu responsável de vista em meio a multidão.O homem não suporta ficar sem sua amada.Ele corre pela rua,desesperado,gritando o nome dela.Ele chora e se joga no chão e tem medo.O homem é frágil como vidro.Ambos cortam,fazem sangrar.Mas quebram com uma facilidade espantosa.O homem e sua fragilidade escondida.Ele se guarda mais que a mulher.
O amor lhes chega sorrateiramente,e depois castiga,maltrata.Um peso no peito muito maior do que eles podem suportar.Uma criança se desespera quando perde seu responsável de vista em meio a multidão.O homem não suporta ficar sem sua amada.Ele corre pela rua,desesperado,gritando o nome dela.Ele chora e se joga no chão e tem medo.O homem é frágil como vidro.Ambos cortam,fazem sangrar.Mas quebram com uma facilidade espantosa.O homem e sua fragilidade escondida.Ele se guarda mais que a mulher.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
(Falta de )Inspiração é foda:a filha da mãe só aparece quando bem entende.Nunca me deu satisfação de nada,e fica vagabundeando por aí até se fixar na minha cabeça.Culpa dele,eu poderia dizer.Mas não digo.Eu já lhe jogo nas costas as minhas noites sem sono,meu vício em café crescendo consideravelmente,meus delírios e minhas crises de riso e choro.É,acho que já chega.Pois acabo de adotar uma linda gatinha,e ela tem roubado minha atenção.Por que não botar culpa nela,ele poderia dizer.Mas não diz.Me beija e se vai.Eu que me resolva com minhas noites sem sono e blá blá blá.Quem manda brincar com fogo?!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
O dia em que Saramago morreu
O sol havia se levantado bem maroto,bem ao estilo inverno de nascer.Eu estava bem desperta,para assistir aos jogos da Copa - o futebol e o seu poder de me tomar o tempo.Havia em mim uma esperança de um telefonema dele,querendo fazer algum comentário futebolístico.Ele sabia/sabe que eu era/sou a única menina com que ele pode conversar sobre jogos.Eu nunca reclamaria/reclamei/reclamo,ao contrário,eu gosto.Principalmente porque ele é quem fala.Eu tinha a esperança e ela me correu o dia.Como um sopro na minha nuca,que me acompanhou a partir de 12h30.E num estalo,voltei a escrever.A esperança,o futebol,o sopro e as letras no papel.
Ele me ligou:"Carol,Saramago virou imortal de vez".O dia não poderia ter sido mais bonito...
Ele me ligou:"Carol,Saramago virou imortal de vez".O dia não poderia ter sido mais bonito...
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Das maravilhas da ciencia
faço que desconheço
Passa um filme de Almodóvar
finjo que nunca vi
Dos meninos da escola
penso ter beijado apenas um
O que está derramado no chão
digo que nunca bebi
Meu amor marcado no corpo
profunda cicatriz
E eu me faço de besta
tal qual a vida
que apesar da morte
continua a estrada...
faço que desconheço
Passa um filme de Almodóvar
finjo que nunca vi
Dos meninos da escola
penso ter beijado apenas um
O que está derramado no chão
digo que nunca bebi
Meu amor marcado no corpo
profunda cicatriz
E eu me faço de besta
tal qual a vida
que apesar da morte
continua a estrada...
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Niterói 2010
Debaixo das pedras e da lama
bebendo toda essa água do céu
coração que insiste em bater
com o grito contido.
Em algum canto da cidade
a dor faz silêncio
e chora.
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