sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Manacéia

Almoço,me arrumo
para o ponto,ônibus 298 - Castelo
rumo ao melhor de mim
as melhores horas,os melhores sorrisos
cabelo rosa e gravata
detalhe da calça:estampa da bandeira britânica
olhos brilhando,cabeça sonhando
meus amigos estão lá.

Para Bianca,Murilo, Roberta e Jorge
Jéssica,Tati ,Tatiene e Chao
Jessika "Pãozinho",Michel e Vítor
para eles o melhor de mim
Letícia,Luana e Fabrício
Kassio,Beta "Rock",Grazi e"Chavinho"
para eles a minha alma desnuda.

Minhas melhores horas,melhores momentos
as lágrimas os beijos os abraços as risadas
eles são o melhor de mim.

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poema escrito em 2005,para meus amigos,meus amores eternos!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Nossos ídolos envelhecem
e nós vamos com eles
dançar com o tempo
brincar com as rugas
que aos poucos nascem em nossos rostos.
Erguemos a taça
brindando os últimos dias que virão
no lugar do calor,a brisa
o vento suave,carinho da vida.
Quando a morte chegar,
daremos nosso derradeiro gole
com o corpo gasto de tanta vida vivida
ao último suspiro,nossa carta de alforria.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Carta aberta para João - II

Daí que eu me senti sozinha e com uma bomba pedindo para estourar,saí pra tomar um chopp num bar próximo daqui de casa.Observei rapazes(você sabe que eu gosto de fazer isso)dos mais variados tipos.Suas pernas,suas vozes graves,seus sorrisos contidos.Suas histórias de trepadas homéricas,contavam uns aos outros,e eu logo lembrei das tuas.Ali pousaram Tiagos,Guilhermes,Augustos,Davis e Pedros.Além do seu Almeida,o garçom.
Eu estava sentada sozinha,numa mesa do canto esquerdo do bar.Procurava neles algo que me lembrasse você.Poderia ser o olhar,o jeito de falar ou de lamber os lábios depois de um gole de chopp.Até a maneira de se levantar da cadeira ou o jeito de colocar ou de tirar a jaqueta.Qualquer gesto que me lembrasse um certo João...
Como eu havia adiantado,eu estava com uma bomba doida pra estourar aqui dentro do meu peito.Meu corpo estava mandando sinais,e eu precisava acatar suas vontades.Quem mandou,João,me deixar sozinha,revirando no colchão? Gritando seu nome no meio da madrugada,e o senhor nada de aparecer?Quem mandou,João,me deixar tão tonta,tão apaixonada?
Tão tonta e apaixonada ao ponto de me fazer procurar em outros homens qualquer coisa que me lembrasse você.
Continuei sozinha um tempinho até aparecer um rapaz moreno e com ar decidido.Logo que ele entrou no bar,virei meus olhos instantaneamente pra ele.Notei que tinha mãos grandes e um olhar seco.As pernas eram longas e pareciam torneadas por partidas de futebol.Sim,eu consegui enxergar isso mesmo ele vestindo calça comprida jeans,que não era muito apertada.Só um pouco na parte das coxas,que já dava uma noção.
Depois de pedir seu chopp,seus olhos castanhos e frios pousaram em mim.Trocamos longos olhares até que ele se aproximou.Conversamos um pouco,pagamos as bebidas e saímos.Ainda posso sentir o peso da mão dele em meu ombro.Até então ele em nada lembrava você.Eu até estava gostando.Perdoe a sinceridade,João.Mas precisamos dela,lembra?
Ele me atraia de uma maneira vulgar,não tive como dizer não.Um simples toque de sua mão em meu ombro já fez meu corpo responder energicamente.Daí para as duas mãos dele passearem por todo meu corpo foi um pulo.M.soube como fazer.Sim,M.,vou chamá-lo assim nessa carta.O M. me fez esquecer um tal João por algum tempo.Trepamos sem qualquer culpa.Aliás,sou difícil com culpa,você sabe.Peço desculpas geralmente sem muita convicção.
Depois do orgasmo final,ele me beijou e se levantou .Conversamos enquanto ele se vestia.Não estava com muita pressa.Antes de ir,me beijou novamente.Percebi nele algo que estava em mim.Uma busca,uma bomba no peito querendo explodir.Vi que o olhar antes seco estava tristonho.Depois do beijo ele ficou me olhando,e vi que ele estava no mesmo barco que eu.Pude ver isso nitidamente no seu rosto,do mesmo jeito que ele,com certeza,viu no meu.Sorrimos um para o outro um sorriso cúmplice e solidário,como quem diz "sei bem o que sente".
Imagino que,neste exato momento,ele escreve uma carta para a mulher que ele ama,e que está longe.Tão longe quanto você está de mim agora,João.
E M. que em nada se parecia contigo,nem nos gestos nem nada,me fez lembrar do amor que sinto.Ele me lembrou do amor que é só teu,João.

Te espero sempre,não esqueça.Você não esquece...

Com amor,
Carol.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Foi só me afastar do que me faz lembrar
seus ruídos seus gritos seus silêncios
o toque que precede o prazer
o corpo do outro lado da cama
as vozes do outro lado da rua.

Tudo que eu precisava saber
que eu precisava ignorar
essa multidão que grita aqui dentro
provocada pelos seus estímulos.

Amor não tá fácil de sustentar
amor tem o peso do mundo
amor,pedra do mundo.
Mais fácil ignorar
pelo preço de fingir-se parte do mundo.

domingo, 14 de novembro de 2010

Blog de música

Aee,meu povo,finalmente criei meu blog de música,depois de tanto tempo prometendo pra tanta gente.Aqui está:

Não,não vou deixar de escrever aqui.Lá é música&alma,aqui é poesia&corazón.
Espero q gostem do meu caçulinha. ;)

domingo, 7 de novembro de 2010

Amor.Quero amor no sentido mais intenso da palavra.Aquele amor atrevido,abusado,folgado feito gato.Aquele mesmo que chega de mansinho,sem que se consiga escutar seus passos.Amor que acaricia e que arranha.Que beija e que morde.Amor que cura e que arde.Que me tire o medo de voar,que me faça entender e sentir de verdade todas as letras de amor.Amor Chico Buarque,amor Roberto Carlos,amor Bethania,amor JP Cuenca.Amor que me faça gozar de todos os prazeres do mundo.Orgasmos múltiplos,olhos revirados,coração pulando,suor,saliva,mãos dadas,parceria,olhares cúmplices.
Quero amor,esse silêncio que grita.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Toque de Recolher ou Notas para sobreviver a uma guerra não oficialmente declarada

Fim de tarde num bairro suburbano do Rio de Janeiro.Começa um tiroteio -notícias de invasão ao morro vizinho- e você está em casa.Se desespera,não sabe se corre para os fundos, se joga no chão ou chora.Ok.
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Um pouco antes do tal tiroteio,houve fogos que a princípio eram inocentes.Mas não eram.Nada é inocente numa grande cidade em pé de guerra.Os fogos na verdade são uma espécie de alarme.É um sinal de toque de recolher:quem está na rua,corre para atrás de um carro ou para alguma loja,e se joga no chão;quem está em casa,corre para os fundos.Mas antes,certifique-se de que todos os membros da família encontram-se no lugar.Leve alguns mantimentos,para caso de fome.E,claro,se joga no chão.
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Enquanto as balas sobrevoam por cima das casas,vem à lembrança seus vizinhos mais chegados.Preocupado(a)? Telefone,então.Não tenha vergonha e desabafe com seu amigo-vizinho.Xingue os bandidos e os policiais,chore,diga que ama e se preocupa com a pessoa,que tem medo de morrer e etc.
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O medo invade até o mais valentão da rua.Deixe a vergonha de lado e segure a mão de alguém.Pode ser a mão da mãe,do pai,do irmão,da namorada...não importa.Segure a mão,e não solte.
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Agora,durma com esse barulho.Sonhar é o que fortalece em meio a barbárie.

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A louca da dona desse blog resolve escrever justo na hora em que Madureira,bairro onde mora,pega fogo.